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(pensando alto)
a mulher que me inspira está morta.
todos aqueles que me inspiram, dão-me sensação de prazer ou o toque a uma parte ínfima do saber estão mortos.

e não há nada que eu possa fazer em relação a isso. apenas aceitar, transcender, acreditar. reler os textos, ouvir as músicas, assistir aos filmes e me apegar religiosamente aos registros deixados. como se fossem a única prova legítima de que já existiram, por um curto período de tempo, estes seres. o vestígio daquilo que me fez quem sou hoje, as partículas que se unem e formam a minha matéria (in)consistente.

5 comentários:

Camila S. disse...

No final das contas, o mundo é feito dos nossos vestígios, e nós todos somos formados por vestígios. A morte só é privilégio do morto.

Natália das Luzes disse...

Para mim, morrer é sem graça. Acaba e fim. Qual emoção há nisso, hã? :)

Eric disse...

Quem disse que tu não sabes escrever e transformar teus pensamentos em poesia!

Grandes escritores só comentão de onde são suas fontes de inspiração!

Acredito que nesse seu texto você conseguiu ser mais profunda! e melancólica! =P

Guilherme disse...

Continue escrevendo. Eu sei que não leio o seu blog com muita frequência, mas é legal dar uma passadinha aqui de vez em quando =]

entreaspas disse...

A mulher que me inspira... também está morta.