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ao meu lado, no banco da praça:
um joelho sobre o outro, olhar erguido, enquadrado.
as mãos, leves, repousam em calma e aço.
é esta a poesia natimorta,
a minha e a tua,
são estas as nossas secas entranhas.
é este o nosso paciente desespero
por um pouco de nanquim e espasmo.

5 comentários:

Antônio LaCarne disse...

"são estas as nossas secas entranhas.
é este o nosso paciente desespero
por um pouco de nanquim e espasmo"

absolutamente maravilhoso. :)

Estevão Daminelli disse...

"nanquim e espasmo"
belo.

Bill disse...

Parabéns por este centésimo.

:)

VerMent* disse...

Que saudade das dores daqui!

Bela fotografia. Fiquei aqui, tentando roubar a calma e o aço para também me compor..

Um beijo!

poemismo disse...

é o que mais me arrepiou do que te li.
longe de só por ser centésimo ele inicia uma nova contagem de tudo, nanquim e todo espasmo.
todo horizonte à volta.

genial, li.